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Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2007

25.12.07

Minha fase de negação

Estou numa fase bem interessante da minha vida. Posso não saber direito o que quero, mas sei exatamente o que não quero.

 

Não quero ter horários e formalidades fora do trabalho. Por força profissional vivo debaixo de prazos, horários, ritos, formalidades. Foi o que escolhi para fazer profissionalmente há quase vinte anos. E que eu gosto de fazer. Como tudo tem seu lado negativo, e a excessiva formalidade é uma parte do lado negativo. Por outro lado eu sou uma pessoa informal, simples, que considera pontualidade questão de respeito ao outro e por isso a cultiva. Porém, o excesso de horários em meus momentos de folga, de lazer, o excesso e "obrigações sociais", etc, me incomoda profundamente e cada vez mais.

 

O mais grave é que convivo intimamente com alguém que é extremamente metódica e presa a horários. Minha mãe. O que tem gerado muitas dificuldades na convivência diária e brigas enormes. Sinceramente ainda não sei como conciliar meu desejo de menos horários fora do trabalho e daquelas situações em que isso é necessário (ida a profissionais como médico, dentista, psicologo, frequência da CE, cursos) e a necessidade dela em saber exatamente quando eu vou voltar, ou de sair exatamente num determinado horário para ir a algum lugar como supermercado por exemplo.

*****

 

Meus questionamentos, nem sempre externados, a respeito de coisas como a espiritualidade, e a forma como a vivencio. Cada vez mais vejo que o modo como entendo a doutrina que professo é muito diferente do modo como a maior parte das pessoas que a professam. Não é a primeira vez q isso acontece.

 

Um dos questionamentos é o seguinte: por que os espíritas comemoram o Natal? a maioria sabe q Jesus não nasceu nesse dia, mas os espíritas armam árvore de Natal (simbolo pagão), fantasiam-se de Papai Noel (um santo católico cooptado pela Coca-Cola), e colocam o presépio em casa.

 

Outro questionamento: os espíritas criticam muito o carnaval, como uma época do ano em que há muitos abusos, de sexo, de bebidas, etc, como um período em que ocorre um verdadeiro ataque de obsessores (todo ano), e mesmo assim, os centros espíritas, em sua imensa maioria, ficam fechados. Não seria o caso de realizar palestras esclarecedoras? a melhor época para intensificar o auxilio aos desencarnados através dos esclarecimentos das sessões mediúnicas?

 

Outro questionamento: há muitas críticas dentro do movimento espírita à igreja Católica, mas, um dos espíritos com ensinamentos mais difundidos é um ex padre católico (2 últimas encarnações), que em seus escritos traz muito da doutrina católica para o Espiritismo. É só ler com atenção seus romances e comentários evangélicos para perceber a catolicidade de Emmanuel. Por que ninguém o questiona? Por que seus ensinamentos eivados de catolicismo continuam a ser aceitos dentro do Espiritismo sem questionamentos ou críticas?  

 

Outro questionamento: por que os cursos de educação mediúnica limitam-se a ser uma verdadeira linha de montagens de médiuns de trabalho, a produzir trabalhadores para centros espíritas, sem sequer estudar, mesmo que teoricamente, todos os tipos de mediunidade? Muitos espíritas nunca ouviram falar, mesmo depois dos cursos em centros espíritas, sobre escrita direta, psicometria entre outros tipos de mediunidade.

 

Questões que preciso colocar em outro blog.

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  • Postado em 22:51:33

19.12.07

As minhas não resoluções de fim de ano

Sempre detestei as tais resoluções de fim de ano. Todo mundo faz, ninguém leva a sério. Geralmente fazemos apenas por fazer.

Entretanto, é inevitável que tomemos decisões nessa época do ano. Porque nós estamos numa época em que somos empurrados para as decisões. Época de nos matricularmos nos cursos q queremos fazer, de pensarmos se vamos viajar ou não, etc.

O que decidi é que vou começar a realizar algumas coisas q sempre adio.

Faz tempo q quero fazer um curso de especialização. Ontem me informei e decidi qual escola quero cursar. Tenho um mês para decidir entre 2 dos cursos de especialização oferecidos. Mas, certamente farei um deles já no primeiro semestre de 2008.

Decidi também que irei voltar a estudar música. Violão que é o que amo. Estou em busca de um bom professor.

E que vou me preparar para o Caminho de Santiago. De forma séria, começando a tomar atitudes práticas para poder viajar em 2009.

Esses são meus planos básicos para 2008. Os demais são todos consequências desses aí.

 

  • criado por  vterena@terra.com.br criado por vterena@terra.com.br
  • Postado em 09:29:25

15.12.07

Relacionamentos virtuais

O mundo virtual, seja no blog, seja em sites de relacionamento, seja no msn, seja simplesmente na troca de e-mails entre amigos e até entre pessoas que não se conhecem, é tão virtual quanto real.

A virtualidade é apenas física, uma vez que de cada lado do computador há uma pessoa, com seus defeitos e virtudes. Por esse motivo relacionamentos ditos virtuais podem ser tão ricos como os ditos reais.

Assim, quando nos relacionamos por algum tempo com as mesmas pessoas passamos a percebê-las, se não totalmente, ao menos de maneira bastante próxima. Uma amiga costuma dizer que por nem sempre mostrarmos nosso rosto não temos como julgar o outro pela aparência; por termos a opção do uso de pseudônimos (os nick names) podemos esconder nossa posição  social,  econômica, etc. Porém,  é dificil  escondermos  nossas características mais  íntimas, qualidades, defeitos.

Com o tempo nosso comportamento acaba se desnudando. Fica dificil a quem nos conhece a algum tempo não perceber como somos, como nos comportamos, como agimos, reagimos, pensamos e sentimos. Isso considerando as limitações do conhecer intimamente o  outro, seja pessoalmente, seja virtualmente.

E, como consequência, como em tudo, muitas vezes o conhecer afasta ao invés de aproximar.  E, em outros casos, aproxima aqueles que aparentemente não se chegariam.

Nos últimos tempos minha convivência virtual tem sido pródiga em experiências semelhantes. Há pessoas q mal conhecia e que tenho me aproximado e percebido o quanto são legais, e o quanto sua convivência é enriquecedora. E outras que a convivência afastou, por perceber que não tenho com elas a afinidade que pensei ter num primeiro momento.

Nenhuma tristeza, apenas a constatação de que amizade é algo que se constrói com tempo. E que sem afinidade não existe amizade verdadeira.

.....

Hoje fiz algo que queria fazer a algum tempo: saí de todas as comunidades espíritas de que fazia parte. Inclusive das duas que mais participava. Porque cansei.

Cansei das discussões sem fim sobre o "quem foi quem na última encarnação", sobre a infinita discussão sobre o que é ou não espiritismo, sobre se espiritismo é ou não religião, sobre mais um monte de coisas.

Cansei principalmente do modo com que muitos espíritas discutem, tentando impor suas próprias opiniões, humilhando aqueles que perguntam coisas básicas, utilizando expressões dificeis para arrotar cultura, entre outros vícios. Fui ficando sem paciência e acabei, por fim, resolvendo me desligar de todas essas discussões.

Provavelmente não é um desligamento definitivo,apenas provisório. Por quanto tempo? Sei lá. Sei que preciso dar um tempo para poder voltar com tranquilidade.
  • criado por  vterena@terra.com.br criado por vterena@terra.com.br
  • Postado em 22:58:14

11.12.07

sem título

Sempre achei interessante descobrir os motivos por trás dos atos.

Geralmente os motivos nos dizem mais sobre as pessoas do que os atos em si. É claro que nem sempre a motivação é suficiente para justificar algo que tenha sido feito, principalmente se foi algo ruim. De boas intenções o inferno está cheio, diriam nossas avós.

Algumas vezes os motivos não são sequer tão claros para a própria pessoa, e ela pode nega-los até a morte se eles se tornarem públicos. Inveja, ciúme, egoísmo, são o tipo de sentimento que a maioria das pessoas não admite sentir, e costuma negar que seja a motivação para alguma de suas atitudes.

Durante os últimos 2 anos vi 3 pessoas brigarem por motivos de partilha de herança. Briga essa principalmente entre 2 das pessoas. Duas pessoas que sempre disputaram a atenção e o amor paterno. Durante os últimos 50 anos esses 2 irmãos disputaram a atenção e o amor de seu pai, por todos os meios possíveis: sucesso profissional, familiar, doenças, hobbies, etc. Quando o pai faleceu, a disputa passou a ser pelos bens materiais que restaram: casa, empresa, etc. 

Um deles ficou com os bens mais íntimos: livros, objetos pessoais, fotos, cds, coleções. O outro ficou com a casa vazia.

Um ficou com a empresa, outro com o dinheiro.

Durante o período em que durou o inventário ambos se acusaram reciprocamente: de ladrão, de incompetente, de pirracento, burro, briguento, fofoqueiro, etc. Vários adjetivos negativos foram usados para acusações mútuas.

O pai está morto. A ilusão de união familiar que perseguiu durante toda a vida não durou até a missa de sétimo dia.

Será que esses homens realmente acham que a disputa por bens indica o amor que sentiam pelo pai? Será que pensam realmente que o pai ficaria feliz vendo-os assim? Será que isso lhes trará paz de espírito e felicidade?

 

 

 

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  • Postado em 16:22:30