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Não sou uma pessoa disciplinada. Nunca fui. Porém, de algum tempo a esta parte estou sentindo muita nescessidade de desenvolver essa qualidade.
Nos últimos tempos tenho percebido o quanto a falta de disciplina tem me impedido de crescer e aprender algumas coisas. Pretendo voltar a estudar no próximo ano, pelo menos uns 2 cursos (um de linguas e outro ligado à minha área de atuação profissional), e sem disciplina não irei conseguir fazer nada.
Por esse motivo, tenho me concentrado nos últimos dias em imaginar como fazer isso.
Para melhor desenvolver minha disciplina vou precisar antes, desenvolver duas outras qualidades que tenho em estado precário: organização e persistência. Disciplina nada mais é do que a aplicação prática dessas duas outras qualidades. Persistente eu sou, quando quero. Orgnanizada, bem... Sou a expressão do próprio caos.
Como se pode ver, tenho um longo caminho a percorrer antes de conseguir estabelecer uma certa disciplina em mim. Se bem que poderia começar por disciplinar a desordem, de forma a transforma-la em ordem.
Tem vezes que fico assustada comigo mesma.
Hoje é um desses dias.
Normalmente tenho facilidade para usar as palavras. Facilidade adquirida desde muito cedo com o hábito da leitura, e, aprimorada por meio de uma profissão em que o bom uso da palavra é condição sine qua non.
Entretanto, se manejo bem a palavra - tanto escrita como falada - isso por vezes se torna uma arma. Arma essa que muitas vezes não consigo controlar.
Hoje pela manhã, numa discussão com minha mãe, sei que usei a palavra como arma. Sei que a feri e magoei. Não falei nenhuma mentira, porém, num ato reflexo falei mais do que deveria e acabei ferindo-a.
Normalmente as pessoas, tirando alguns amigos mais íntimos, não me ouvem reclamar da mamma. Porém, aqueles que a conhecem bem, e à nossa relação, sabem que ela tem uma imensa e irresistível tendência à manipulação. Usa seu charme e simpatia para cativar e muitas vezes manipular a quem está ao seu redor.
Até a alguns anos atrás eu costumava cair feito um pato nas armações dela. Mas, com o tempo, comecei a me rebelar. O que tornou inevitáveis certas situações, e brigas.
Hoje pela manhã, houve novamente uma situação como essa. Dela querer me impor algo que não quero. Infelizmente, o que sempre ocorre nessa hora é que eu acabo não tendo o mínimo jogo de cintura para responder, e dou a resposta na cara, com todas as letras. Depois fico mal.
Isso me incomoda pra caramba!